quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Crémant d'Alsace


Ao contrário do que os manuais e gurus do vinho preconizam, não existe época errada do ano para beber um Crémant d'Alsace (trata-se de um espumante, viu?). É muito gostoso, mas tem um probleminha: no Brasil, as importadoras enfiam a faca, e não é possível encontrar por estas plagas um Crémant d'Alsace decente a menos de 100 reais. Nos EUA, gastei cerca de 20 dólares em cada garrafa. Isso explica muita coisa sobre o mercado de vinhos no Brasil. Seja como for, é o tipo de vinho que eu recomendo para casamentos, reuniões de amigos em dias frios, ou churrascos de verão. É uma clamorosa besteira achar que os espumantes precisam ser guardados para ocasiões especiais. Se você nunca teve a experiência de harmonizar um frango à passarinho com um bom espumante, meu primo, você está em dívida consigo mesmo.

Neste post, falo sobre quatro Crémants que trouxe de (não tão) recente viagem a trabalho. Eles são bem secos e apresentam boa acidez, e vi por bem escolher dois rosés e dois blancs


Dopff & Irion Rosé Brut (Sem Safra)
Alsácia (França)
100% Pinot Noir
12% abv.
Pensem no aroma de limonada com xarope de framboesa, notas amendoadas e bolhas grandes. É maravilhoso para acompanhar um sanduíche de pernil do Estadão, mas também não faz feio diante de uma bandejinha de azeitonas e frios. 

Charles Baur Rosé Brut (Sem Safra)
Alsácia (França)
100% Pinot Noir
12,5% abv.
Este vinho apresenta um perfil predominante de morango maduro. A acidez vibrante se desfaz num final bastante curto. É o tipo de vinho que acompanha bem ovos recheados e salada de batata. O contraste é bastante divertido. 

Lucien Albrecht Brut Blanc de Blancs (Sem Safra)
Alsácia (França)
80% Pinot Auxerrois, 10% Pinot Blanc, 10% Chardonnay
12% abv.
Elegante e mineral, com notas leves de maçã verde. É o clássico vinho para noites de autógrafos. Quando eu lançar meu livro (aguardem), quem comparecer será brindado com este vinho.

Gustave Lorentz Brut (Sem Safra)
Alsácia (França)
Corte próprio de Chardonnay, Pinot Blanc e Pinot Noir
12% abv.
Achei este vinho o mais ácido do grupo, com acidez semelhante à do limão, e um paladar secundário , mais suave, de pêra. Minha dica de harmonização: compre uma rodinha de queijo Brie, cubra de mel e nozes, e aqueça até a cobertura começar a escorrer. Abra o vinho, sirva, pegue uma baguete, e, sim, o mundo realmente pode ser bom, belo e justo.

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